Monday, November 02, 2009

Pouca gente consegue estar quieta num comboio.
É quase como um barulho desconfortável para as imagens que vão sendo criadas na nossa cabeça. As pessoas são irrequietas por natureza, tanto faz a hora. Numa estimativa em movimento conto seis cabeças sossegadas sem que lhes seja precisa uma distracção necessária para furar a quietude de uma simples viagem. Os restantes (ou o resto da carruagem para reforçar o excesso) fogem numa corrida contra o tempo com a chegada a casa como meta, em alternativas nada sossegadas aos olhos de quem vê.
Os nossos serviços dedicadamente competentes, resolveram ligar a música característica dos dias rotineiros para quem passa pelo transporte ferroviário,: a meio da viagem.
Desassosseguei uma única vez, em silêncio (talvez também tipíco meu)
a porta abriu em Algés; muito rapidamente: um banco, uma mãe e dois irmãos. Cruzámos olhares e o miúdo enfrentou-me aplicado até a porta impaciente interromper. A mãe pegou-o ao colo e o comboio seguiu. A noite continuou, as pessoas continuaram incansáveis.
Estará o ser humano condicionado a não saber viver sem a curiosidade?
Cascais-Rápido veloz, óptima terapia para agasalhar o repouso.

Sunday, October 25, 2009

Não sabes, que as chuvas de Outono são poças exiladas no tormento do verão que quase adiaste? Agora anoitece e amanhace mais cedo.

não é para sempre.

da solidão na contemporaneidade

Monday, October 19, 2009

Por ali, trocavam-se os óculos de sol por um guarda-chuva.